À semelhança de vários dias que passo na faculdade ( embora actualmente esteja de férias ), almocei hoje com os meus amigos.
Embora não me lembre do contexto da conversa ( enorme discussão ), o que para mim importa falar é o motivo da mesma.
Uma grande ( não necessáriamente alta ) amiga minha ficou incomodada quando eu lhe dei uma opinião sobre o que é uma relação a dois.
Na minha opinião numa relação a dois deve haver bastante independência entre os dois elementos.
Quero dizer com isto que defendo que por razão alguma; qualquer dos elementos do casal deve abdicar da sua liberdade ( liberdade não inclui infidelidade ).
A discussão começou quando afirmei que não seria por ser casado que caso me apetecesse ir à praia com uma amiga minha, não deixaria de ir caso a minha cônjugue não quisesse vir connosco.
Embora possa reconhecer que a minha opinião não é a mais comum devo sublinhar que é verdadeira.
A meu ver os namoros servem precisamente para as pessoas se conhecerem e descobrirem se podem confiar na(o) sua(eu) namorada (o).
Logo penso que se não reúnem estas condições é melhor não tomarem uma resolução de tão grande importância que é o casamento.

2 comentários:
Pedro,
vamos lá a ver se nos entendemos... Eu percebo a tua posição e concordo em parte. Numa relação tem que existir confiança mútua e a relação não deve ser algo que prenda as pessoas. Até porque o amor não é algo que prende, o amor completa as pessoas e, consequentemente, torna-as mais livres. Mas duas pessoas, mesmo gostando uma da outra, tem gostos, opiniões, vontades, maneiras de ser etc que entram em choque. Isto é inevitável. E então é preciso fazer concessões. Quando as pessoas entram em choque é necessário abdicarem, encontrarem um entendimento. E para que uma relação seja saudável e se desenvolva de um modo, vamos dizer, bonito, é bom que sejam as duas partes a abdicar, a fazer um esforço para que o entendimento seja possível.
Ora tu dizes que, e passo a citar, "não seria por ser casado que caso me apetecesse ir à praia com uma amiga minha, não deixaria de ir caso a minha cônjuge não quisesse vir conosco". Ora bem, em primeiro lugar tenho dúvidas de que tu, sendo casado, te sentisses bem em ir para a praia sozinho com uma amiga tua. (Eu julgo que não me sentiria bem). Mas passando isso à frente, onde eu quero chegar é que numa relação não basta a uma das partes apetecer qualquer coisa, para que essa coisa lhe seja legítima independentemente da opinião e da vontade da outra parte. Se esse "apetite" entrar em choque com a opinião ou a vontade da outra pessoa, há que chegar ao tal entendimento de que falei atrás. E pode dar-se o caso de uma das partes ter que abdicar. E pode acontecer que no futuro sejas tu a ter que abdicar, por uma questão de bom senso, por uma questão de amor e porque isso também faz parte da beleza da vida a dois.
Quanto a alguns pontos tenho duas objecções e uma questão:
1º: o facto de as pessoas terem gostos diferentes não me parece impossivel que eu não possa ter tempo para mim para fazer algumas coisas que a minha cara-metade possa não querer fazer.
2º: Por um lado quanto ir à praia com uma amiga minha, sem a presença da minha cônjugue, quando numa relação há confiança e as pessoas têm juízo ( o que julgo ser o meu caso ); não vejo porque é que duas pessoas só por serem de sexos diferentes (pois penso que é essencialmente aqui que reside a questão ) não podem ir à praia ou à piscina juntas.
1º: Faz-vos confusão que eu fosse a casa de uma amiga minha sózinho só por ser casado?
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